emiliareconduza.felicidade.infancia.bemestar.qualidadedevida.

“Emília, para o tempo”.

Essa era a trilha sonora do nosso teatrinho de final de ano, na minha primeira série.

Queria, de fato, que o tempo parasse.

Um tempo em que ia para o colégio e a professora era minha mãe.

Onde as aulas com meus colegas eram praticamente sinônimos de brincadeira.

Com a Turma da Mônica nos acompanhando na sala de aula, com os versos do Mário Quintana e o livro do Menino Maluquinho, do Ziraldo.

Com os ensaios de teatro do Sítio do Pica Pau Amarelo, da Turma da Mônica e do Balão Mágico, tudo na mesma história.

Como não querer que o tempo pare?

Como acabar esse ano sem chorar? Lembro-me de olhar para meus cadernos que ficavam guardados no baú, e falar que não queria ir para a segunda série.

Puxa, essa foi apenas uma de tantas mudanças de ciclos que passei em minha vida.

O que nos consola é saber que esse passado, por mais que não seja presente, está registrado em nossas memórias, sejam elas conscientes ou inconscientes.

Um tempo tão bom, tão feliz.

Uma infância repleta de brincadeiras.

O tempo não deu para parar, e não pode mais voltar, mas as lembranças, essas sim, estarão sempre registradas em nossos corações.

Quem viveu momentos felizes em sua infância, sabe do que estou falando.

Gratidão a todos meus familiares, amigos, colegas, professores que fizeram de minha infância, um tempo feliz.

Obrigada, mãe, obrigada por ter a honra de ter sido a Emília, a boneca de pano…

Não consegui parar no tempo, ou fazê-lo voltar, mas aprendi que eu sim posso voltar nele!