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Talvez, o que nos falte, no trânsito, seja a consciência de que somos seres humanos conduzindo máquinas capazes de ferir ou matar. Seres humanos com os mais diversos humores, saindo todos os dias de suas casas para se locomoverem.

Sim, há os motoristas profissionais, cujo trânsito faz parte de sua profissão, onde seu controle emocional é, ou deveria ser, altamente exigível. Mas e todos os outros motoristas que dirigem para chegar em seus destinos?

Há regras de trânsito que muitas vezes não são respeitadas. Mas além dessas normas, há “infrações morais” que não recebem penalidades. Há infrações que passam quase despercebidas e que acabam por contribuir imensamente na violência no trânsito. Poderia se dizer que são violências sutis que sofremos e que cometemos. Infrações sutis até que um dia deixem de ser, acarretando em infortúnios ou acidentes.

A reflexão que trago não é sobre paz no trânsito, menos violência, mais gentileza. É muito mais. A reflexão é sobre como encontrar nosso controle emocional no trânsito. Vamos entrar em nossos veículos e internalizar a ideia de que teremos de refrear nossos impulsos e desenvolver nossa paciência. Um trânsito sem paciência ou tolerância é doentio e violento.

O trânsito é baseado na confiança. Na confiança de que todos irão respeitar as regras e de que terão controle emocional suficiente com essa máquina potencialmente lesiva.

Está mais do que na hora de definitivamente assumirmos nosso controle emocional ao sentarmos ao volante. Vamos utilizar nossa inteligência emocional e sermos pacientes, tolerantes e gentis no trânsito,  preservando nossas vidas e nossa saúde física e mental.